
Pesquisadores da China anunciaram o desenvolvimento de uma bateria de sódio metálico capaz de atingir carga completa em apenas quatro minutos, com desempenho estável ao longo de milhares de horas de testes. O estudo foi publicado em maio deste ano na revista científica Nano-Micro Letters.
A tecnologia busca solucionar um dos principais entraves desse tipo de bateria: a formação de dendritos, estruturas microscópicas que provocam curtos-circuitos e comprometem a vida útil das células. Para isso, a equipe desenvolveu um eletrólito em gel semissólido capaz de reduzir esse problema.
Caso os resultados sejam reproduzidos em larga escala, a novidade poderá ampliar as alternativas às baterias de íons de lítio, sobretudo em veículos elétricos, graças ao menor custo potencial do sódio e ao tempo reduzido de recarga.
As baterias de sódio metálico são consideradas uma alternativa promissora às tecnologias atuais porque utilizam um material mais abundante e potencialmente mais barato que o lítio. Além disso, especialistas apontam que esse tipo de bateria apresenta menor risco de incêndio em comparação com os modelos convencionais de íons de lítio.
Apesar dessas vantagens, o avanço comercial sempre encontrou um obstáculo importante. Durante os ciclos de carga, átomos de sódio podem se acumular sobre o ânodo metálico e formar estruturas conhecidas como dendritos. Com o passar do tempo, essas formações crescem até conectar os eletrodos internos, provocando curto-circuito e inutilizando a bateria.
Para enfrentar esse desafio, os pesquisadores desenvolveram um eletrólito quase sólido, denominado Sn-FB QSE. Segundo o estudo, o material cria uma estrutura interna mais resistente, reduz rachaduras na camada protetora formada naturalmente durante o funcionamento da bateria e dificulta o surgimento dos dendritos.
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