
Um novo levantamento de estrelas da Via Láctea trouxe uma pista importante sobre a idade do Universo. A análise de mais de 155 mil estrelas antigas encontrou um resultado próximo da previsão de que o cosmos tem cerca de 13,8 bilhões de anos.
O estudo, liderado por Indranil Banik, da Universidade de Portsmouth, também lança luz sobre a chamada tensão de Hubble, uma diferença que intriga astrônomos há anos.
A pesquisa usou estrelas antigas como uma espécie de arquivo natural da história do Universo. A lógica é parecida com a dos fósseis: quanto mais antigo é um registro encontrado, mais informações ele traz sobre períodos distantes.
A equipe investigou a tensão de Hubble, nome dado à diferença entre duas formas de calcular a expansão do Universo. Uma delas usa a radiação cósmica de fundo, considerada um vestígio do Big Bang. A outra utiliza medições feitas na vizinhança cósmica, com estrelas Cefeidas e supernovas.
A diferença entre os resultados chega a aproximadamente 9%. Enquanto o modelo cosmológico padrão ΛCDM aponta uma idade próxima de 13,8 bilhões de anos, cálculos baseados nas medições locais sugerem um Universo mais jovem, entre 12,5 bilhões e 12,9 bilhões de anos.
“Também podemos alcançar isso estudando as estrelas galácticas mais antigas, que servem como antigos ‘fósseis’, contando a história do Universo”, escreveram os pesquisadores.
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