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Desde os tempos mais primórdios da internet, o GIF animado está aí, dando vida e movimento às imagens. Para quem usa a internet há muito tempo, sabe que houve um tempo em que eles eram a única coisa que se movia, já que com a conexão discada, ver ou baixar vídeos era impraticável.
Depois da pronúncia (afinal, é “Ghif” ou “Jif”), o que mais gera dúvidas em relação aos GIFs é o significado da sigla (sim, é uma sigla e se pronuncia “Ghif”). O significado da sigla é Graphics Interchange Format, ou, em tradução livre, formato de intercâmbio de gráficos.
Afinal, o que é e como funciona um GIF?

Por mais que o GIF seja muito associado a imagens em movimento, os GIFs animados não são os únicos. Na verdade, eles são uma série de imagens ordenadas, todas no formato GIF, compactadas em um único arquivo, o que permite que o usuário os enxergue em movimento.
O GIF suporta até 8 bits por pixel em cada uma das imagens, isso permite que uma única imagem referencie sua própria paleta, com até 256 cores escolhidas dentro do espectro de cores RGB de 24 bits. As animações também permitem uma paleta separada de até 256 cores por quadro.
Por conta dessas limitações nas paletas de cores, o GIF não é adequado para reproduzir fotografias coloridas e outros tipos de imagens com muitos tons de cores, como fotografias para impressão, contudo, ele é adequado para imagens mais simples, como gráficos e logotipos com cores sólidas.
Quando e por que os GIFs se tornaram populares?
Hoje, o GIF ainda é o formato de imagem bitmap em movimento mais usado na internet, porém ele é bem mais antigo do que alguns podem pensar. O formato de imagens foi criado em 1897 pela empresa de serviços online CompuServe.
Seu criador foi o cientista da computação estadunidense Steve Wilhite, e foi criado para substituir o antigo RLE (Run-length Encoding), que não permitia a adição de cores. O formato foi um sucesso imediato por ter amplo suporte e portabilidade entre diferentes sistemas operacionais.
O formato GIF se popularizou rapidamente por conta do uso do algoritmo de compressão de dados Lempel-Ziv-Welch (LZW). Esse algoritmo permitiu que imagens relativamente grandes pudessem ser baixadas rapidamente em um tempo em que a internet era ainda pior do que é hoje em dia.
Ao contrário do que muita gente pensa, um GIF não é um vídeo, mas a junção de uma série de imagens de baixa definição. Como essas imagens são passadas em sequência, o usuário tem a impressão de movimento, além disso, nenhum GIF produzido nos 35 anos do formato tem áudio.
Qual é a forma correta de pronunciar a palavra GIF?
Mais complexo do que criar um GIF, é chegar a um consenso sobre a forma de pronunciar o nome do formato. Nem mesmo os principais dicionários de língua inglesa, como o britânico Oxford e o estadunidense Heritage, têm uma única forma de definir.
Dentro da CompuServe, os criadores do formato pronunciavam a palavra como “jif”, mas com um “G” mais suave, como na palavra “Gym” (academia em inglês). Isso seria uma homenagem à marca de manteiga de amendoim Jif, em uma piada interna dos desenvolvedores.
Porém, nos países de língua latina, como é o caso do Brasil, a pronúncia mais usada é “Ghif”, com o G mais articulado, como nas palavras “guitarra” e “guirlanda”. Nenhuma das maneiras é incorreta, mas em cada parte do mundo se fala de um jeito.
Porém, uma pesquisa popular organizada pelo portal de programação Stack Overflow, mostrou que a preferência é pela pronúncia “Ghif”, com o “G” mais articulado, como nas línguas latinas. Porém, o resultado teve forte influência dos usuários de países da Europa Oriental.
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