
Uma estação científica flutuante projetada para resistir às condições extremas do Ártico iniciou sua missão no último domingo (20) após partir do porto francês de Lorient. A estrutura, comparada a um grande iglu de alumínio, foi criada para permanecer presa ao gelo marinho durante longos períodos.
A expedição da Tara Polar Station reúne cerca de 30 centros de pesquisa de 12 países e pretende investigar a biodiversidade da região polar, além dos impactos das transformações ambientais provocadas pelas mudanças climáticas. O projeto prevê uma série de missões até 2045.
Construída na França, a estação seguirá pela costa russa a partir de agosto e deverá ficar imobilizada pelo gelo no início de setembro. A expectativa é que ela atravesse o Oceano Ártico até alcançar a região do Estreito de Fram, entre a Groenlândia e Svalbard, no fim de 2027.
A Tara Polar Station foi desenvolvida com um formato específico para suportar a pressão exercida pelo gelo do mar e permanecer em deslocamento controlado junto à cobertura congelada do Ártico. A estrutura foi preparada para enfrentar temperaturas próximas de 52 graus Celsius negativos.
Durante o período de inverno, a base abrigará 12 integrantes, incluindo seis pesquisadores. Nos meses de verão, a equipe poderá chegar a 18 pessoas. A permanência prolongada no local faz parte da estratégia científica, já que os pesquisadores consideram insuficiente passar apenas algumas semanas por ano em uma área que sofre rápidas alterações.
“O Ártico é um oceano que foi pouco estudado e já está mudando significativamente. Ele passa por uma grande transformação”, afirmou Romain Trouble, diretor-executivo da Fundação Tara Ocean, organização responsável pelo projeto, em entrevista sobre os objetivos da missão.
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