Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

Telescópio James Webb desvenda como surgiu a poeira que moldou o Universo primitivo

Telescópio James Webb desvenda como surgiu a poeira que moldou o Universo primitivo

A formação das primeiras gerações de estrelas e galáxias ganhou novas pistas após observações realizadas com o telescópio espacial James Webb. Pesquisadores analisaram a galáxia anã Sextans A para investigar como o Universo passou a acumular poeira rica em elementos pesados nos seus estágios iniciais.

O estudo foi conduzido porque os instrumentos atuais ainda enfrentam limitações para examinar, em detalhes, as galáxias mais antigas do cosmos. Como alternativa, a equipe concentrou a investigação em um sistema localizado a cerca de 4,6 milhões de anos-luz da Terra, cuja composição química lembra a das primeiras galáxias.

Os resultados indicam quais estrelas tiveram maior participação na produção da poeira cósmica que, mais tarde, favoreceu o nascimento de novas estrelas e a evolução das galáxias. A pesquisa foi publicada na segunda-feira (20) no periódico The Astrophysical Journal.

Embora o James Webb consiga detectar galáxias extremamente distantes, a análise detalhada desses objetos ainda representa um desafio. Para superar essa limitação, os pesquisadores recorreram à Sextans A, uma galáxia anã considerada semelhante, do ponto de vista químico, aos sistemas que existiam nos primeiros bilhões de anos do Universo.

Segundo o grupo responsável pelo estudo, esse ambiente oferece uma oportunidade de investigar fenômenos que ocorreram quando as primeiras estrelas começaram a modificar a composição do espaço entre elas.

“Estudar as galáxias que povoaram o Universo primitivo ainda é muito difícil, por isso observar uma galáxia próxima como Sextans A, que apresenta condições químicas semelhantes, oferece uma oportunidade preciosa para entender como as primeiras gerações de estrelas evoluíram e qual foi seu papel na transformação do meio interestelar“, explicouClaudio Gavetti, líder da pesquisa no Instituto Nacional de Astrofísica (INAF), em declaração divulgada pela instituição.

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