
Pesquisadores da Universidade Northwestern (EUA) afirmam ter solucionado um mistério que intrigava a ciência há décadas: o que provocou uma das maiores extinções da história dos foraminíferos planctônicos, organismos marinhos microscópicos fundamentais para o ciclo global do carbono.
De acordo com um estudo publicado na revista Science, a causa foi a acidificação dos oceanos desencadeada por intensas erupções vulcânicas ocorridas há cerca de 113 milhões de anos, durante o Cretáceo Inferior.
A equipe chegou à conclusão ao analisar pistas químicas preservadas em fósseis microscópicos. Segundo os pesquisadores, as evidências reforçam a relação entre grandes erupções vulcânicas, aumento da concentração de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, acidificação dos oceanos e extinções em massa. O trabalho é o quinto liderado pela Northwestern a identificar esse padrão ao longo de mais de 60 milhões de anos de história da Terra.
Além de ajudar a explicar um evento do passado, o estudo oferece pistas importantes sobre os impactos da atual elevação das emissões de CO₂ provocadas pelas atividades humanas, já que os oceanos continuam absorvendo parte desse carbono e passando por um processo gradual de acidificação.
Os foraminíferos são organismos microscópicos que produzem conchas de carbonato de cálcio. Ao armazenarem carbono nessas estruturas, desempenham um papel importante no sequestro natural de carbono e ajudam a estabilizar o ciclo global desse elemento.
“Eles atuam como uma força fundamental de estabilização do ciclo do carbono”, afirmou Chen. “Se deixássemos de ter esse sumidouro de carbono, nosso ciclo do carbono seria alterado de maneiras inimagináveis.”
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