Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de agosto de 2026 · 2 min de leitura ·

Por que nunca vimos um dinossauro do tamanho de um passarinho?

Por que nunca vimos um dinossauro do tamanho de um passarinho?

Uma pesquisa publicada na última quarta-feira (05) indicou que a evolução dos dinossauros pode ter sido marcada por uma limitação inesperada: a dificuldade de originar espécies extremamente pequenas. O estudo foi desenvolvido por pesquisadores do Museu Americano de História Natural e da Universidade de Princeton.

A investigação analisou como o tamanho corporal evoluiu entre diferentes grupos de vertebrados e apontou que fatores fisiológicos não explicam por que os dinossauros não avianos permaneceram maiores do que animais equivalentes de outros grupos. A hipótese levantada envolve disputas ecológicas com pequenos mamíferos que já ocupavam esses espaços.

O trabalho, publicado na revista Evolution, usou modelos matemáticos para avaliar padrões de tamanho corporal e concluiu que a competição, além de outros fatores ambientais, pode ter restringido a redução do porte dos dinossauros antes do surgimento das aves.

Os dinossauros são frequentemente associados a animais gigantescos, mas os pesquisadores decidiram investigar o extremo oposto da escala evolutiva. A pergunta central foi por que não surgiram dinossauros do tamanho de camundongos ou pequenos pássaros, comuns entre muitos vertebrados atuais.

A análise revelou uma diferença marcante no registro evolutivo. Cerca de 75% das espécies atuais de mamíferos e aproximadamente 90% das aves existentes possuem tamanho inferior ao menor dinossauro não aviano conhecido.

Entre os menores representantes desse grupo está o Microraptor, que pesava aproximadamente 450 gramas, valor próximo ao de um coelho grande. Esse tamanho ainda supera amplamente animais atuais extremamente pequenos, como o beija-flor-abelha e o musaranho etrusco, ambos com peso próximo a 2 gramas.

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