Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de agosto de 2026 · 2 min de leitura ·

Baterias de sal avançam nos EUA e desafiam domínio chinês no setor energético

Baterias de sal avançam nos EUA e desafiam domínio chinês no setor energético

Empresas estadunidenses de tecnologia energética começaram a produzir baterias de íon-sódio em escala inicial, uma alternativa às atuais baterias de lítio que pode reduzir a dependência mundial de minerais estratégicos dominados pela China.

A tecnologia, desenvolvida por startups e grandes companhias, começou a ganhar espaço em sistemas estacionários, como redes elétricas e centros de dados, onde custo, segurança e durabilidade são fatores decisivos.

O movimento ocorre em 2026, nos Estados Unidos, com empresas como Peak Energy e Inlyte Energy acelerando projetos industriais para disputar um mercado hoje liderado por soluções baseadas em lítio.

As baterias de sódio funcionam com o mesmo princípio das baterias tradicionais: armazenam energia e liberam eletricidade quando necessário. A diferença está nos materiais usados em sua fabricação. Em vez de depender de elementos mais difíceis de obter, elas utilizam sódio, encontrado em abundância no sal comum.

A expectativa das empresas envolvidas é que essa característica ajude a reduzir custos e facilite a expansão do armazenamento de energia. O recurso é considerado estratégico porque permite guardar eletricidade em períodos de maior oferta e utilizá-la quando a demanda aumenta.

Esse modelo pode beneficiar redes elétricas, instalações de energia renovável e estruturas que precisam de fornecimento estável, como centros de processamento de dados. A tecnologia também aparece como uma alternativa para substituir equipamentos movidos a combustíveis fósseis em determinadas aplicações.

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