Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de agosto de 2026 · 2 min de leitura ·

Bairro de SP cresceu dentro de cratera de asteroide, revela estudo

Bairro de SP cresceu dentro de cratera de asteroide, revela estudo

Uma nova análise de minerais encontrados na Cratera de Colônia, no extremo sul de São Paulo (SP), trouxe evidências ainda mais fortes de que a formação geológica surgiu após o impacto de um asteroide contra a Terra.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Pesquisas Ambientais identificaram, pela primeira vez no local, marcas microscópicas de choque em grãos de zircão, mineral conhecido por preservar sinais de eventos extremos.

Localizada em Parelheiros, a Cratera de Colônia tem cerca de 3,6 quilômetros de diâmetro e abriga o bairro de Vargem Grande. A estrutura foi identificada na década de 1960 por meio de imagens aéreas e é estudada há mais de seis décadas.

Até agora, já existiam indícios de que a formação era resultado de um impacto, mas não estava completamente estabelecido qual tipo de corpo celeste havia atingido a região. O novo estudo, publicado em abril na revista científica Earth and Planetary Science, reforça a hipótese de que a cratera foi formada pela colisão de um asteroide.

Entre as marcas identificadas estão as chamadas feições planares de deformação, ou PDFs (na sigla em inglês). São estruturas microscópicas formadas pela passagem de ondas de choque pelo mineral.

Segundo Victor Velázquez Fernandez, docente da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP e autor do estudo, os PDFs são uma espécie de assinatura associada a impactos capazes de formar crateras na superfície terrestre.

Compartilhe