
O El Niño de 2026 está ganhando força em ritmo incomum e pode superar o evento de 1997/98, um dos mais intensos já registrados. Cientistas alertam que ainda é difícil prever a dimensão dos impactos.
Segundo o IFLScience, o fenômeno já ultrapassou o nível considerado de “super El Niño”, aumentando o risco de ondas de calor, secas, enchentes e problemas para a agricultura em diferentes regiões.
O El Niño acontece quando as águas do Pacífico tropical central e oriental ficam mais quentes que o normal. Ele integra o ciclo ENSO, que também inclui a La Niña e períodos neutros.
A classificação ocorre quando a temperatura da superfície do mar nessa região fica pelo menos 0,5 °C acima da média de longo prazo. Esse limite foi ultrapassado no início de junho, como previsto pelos modelos.
O ritmo do aquecimento, porém, chama atenção. Na primeira semana de agosto, as temperaturas no Pacífico oriental estavam 2,6 °C acima do normal.
É impressionante a rapidez com que o evento está se desenvolvendo e a força que já alcançou.
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