Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de agosto de 2026 · 2 min de leitura ·

Sinais mais antigos de vida podem ter sido encontrados na Índia

Sinais mais antigos de vida podem ter sido encontrados na Índia

Uma equipe de pesquisadores encontrou na Índia uma rocha que pode conter sinais de algumas das formas de vida mais antigas já identificadas na Terra.

O material possui aproximadamente 3,5 bilhões de anos e apresenta camadas de carbono e sílica que, segundo os cientistas, podem ser restos de comunidades de microrganismos que viviam no planeta durante o Paleoarqueano, segundo informações do portal Phys.org.

A descoberta aconteceu no Cráton de Singhbhum, no leste da Índia. A rocha analisada é um tipo de formação conhecida como chert, rica em carbono e composta por camadas finas que se repetem ao longo do material. Os pesquisadores acreditam que essa estrutura pode ter sido formada por tapetes microbianos, comunidades compostas principalmente por bactérias e arqueias.

Encontrar evidências de vida tão antiga é uma tarefa difícil. As rochas mais antigas da Terra passaram por processos de aquecimento, deformação e alterações químicas que podem modificar suas características originais. Por isso, os pesquisadores precisam diferenciar possíveis sinais biológicos de estruturas produzidas por processos puramente geológicos.

A equipe mapeou e coletou amostras de uma camada de chert rica em carbono. Dentro da rocha, os cientistas encontraram estruturas microscópicas formadas por camadas alternadas de sílica e material carbonáceo. O padrão observado é semelhante ao produzido por tapetes microbianos, que formam estruturas com várias camadas de organismos microscópicos.

Para determinar a idade do material, os pesquisadores analisaram cristais de zircão encontrados dentro da rocha. A datação por urânio e chumbo indicou uma idade de aproximadamente 3,497 bilhões de anos. Segundo a equipe, esse período corresponde à deposição dos sedimentos que formaram a estrutura analisada.

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