
Entre a noite de quinta (27) e a madrugada de sexta-feira (28), tivemos o último eclipse de 2026 – e ele foi lunar parcial. O fenômeno chamou a atenção pelo elevado grau de escuridão cobrindo a superfície da Lua, que ganhou tons escuros, variando entre o castanho e o vermelho-acobreado – quase como se fosse um eclipse lunar total.
E o melhor de tudo é que esse eclipse lunar parcial “com cara de total” foi visto de todo o Brasil, desde que as condições meteorológicas tenham colaborado.
Segundo a plataforma Starwalk.space, a cobertura do disco lunar ultrapassou a marca de 96%. Ou seja: foi quase um eclipse total.
Apesar da aparência avermelhada e do alto grau de cobertura, o fenômeno não pode ser classificado como uma “Lua de Sangue” (nome popular para um eclipse lunar total). Isso porque uma pequena parte da Lua permaneceu fora da sombra mais escura da Terra e continuou recebendo luz direta do Sol. Mesmo assim, essa diferença era difícil de perceber a olho nu durante o auge do evento.
O eclipse começou de maneira discreta às 22h23 de quinta-feira, quando a Lua entrou na região mais externa da sombra terrestre, chamada penumbra. Essa etapa tem pouca mudança perceptível no brilho do astro.
A fase parcial, quando a sombra mais escura começa a cobrir diretamente a Lua, teve início por volta das 23h33. O ponto máximo ocorreu à 1h12 de sexta-feira, quando cerca de 96% do disco lunar ficou encoberto. A fase parcial terminou aproximadamente às 2h52.
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