Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 31 de agosto de 2026 · 1 min de leitura ·

Como um bicho de meio milímetro sobreviveu ao vácuo do espaço

Como um bicho de meio milímetro sobreviveu ao vácuo do espaço

Um tardígrado, animal que não passa de meio milímetro, sobreviveu à exposição direta ao vácuo do espaço em 2007, sem qualquer proteção. O teste, batizado de TARDIS, colocou os bichos em órbita baixa da Terra por dez dias.

A proeza só foi possível porque, antes do lançamento, os animais entraram em estado chamado criptobiose. Nele, o tardígrado expulsa quase toda a água do corpo e reduz o metabolismo a quase zero.

O experimento aconteceu a bordo da missão Foton-M3, da Agência Espacial Europeia (ESA), lançada da Rússia em setembro de 2007. A espaçonave carregava 120 espécimes de cada uma de duas espécies, Richtersius coronifer e Milnesium tardigradum.

Os animais ficaram presos a um compartimento externo chamado Biopan. Já em órbita, a cerca de 270 quilômetros de altitude, o painel do experimento se abriu.

Um grupo de tardígrados foi exposto só ao vácuo espacial, protegido da radiação solar por um filtro. Outro grupo recebeu vácuo e radiação ultravioleta solar direta, sem filtro nenhum.

O resultado saiu no ano seguinte na revista científica Current Biology, assinado por uma equipe liderada por K. Ingemar Jönsson, da Universidade de Kristianstad (Suécia). A diferença entre os grupos foi enorme.

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