
Pesquisadores desenvolveram uma bateria feita de materiais biodegradáveis que pode ser engolida para fornecer energia a dispositivos médicos dentro do corpo e, depois, se decompor gradualmente. Em testes realizados com porcos, a tecnologia conseguiu alimentar equipamentos por até três dias antes de perder progressivamente sua capacidade e se degradar.
A ideia é criar uma fonte de energia para dispositivos médicos temporários que atuem no sistema gastrointestinal sem a necessidade de uma cirurgia posterior para retirar uma bateria convencional. Entre as possíveis aplicações estão equipamentos capazes de detectar sangramentos, administrar medicamentos ou estimular tecidos e órgãos específicos.
A bateria ainda não foi testada em humanos. Segundo os pesquisadores, porém, os resultados em animais indicam que o conceito pode ser utilizado em dispositivos ingeríveis de baixa potência.
“A cobertura de cera não é simplesmente uma embalagem”, explicou Traverso ao Live Science. “É um elemento fundamental do design que controla a vida útil funcional.”
Os pesquisadores produziram duas versões da bateria, incluindo uma pequena o suficiente para caber dentro de uma cápsula convencional de gelatina.
Em testes de laboratório, a versão menor produziu cerca de 1,77 volt e conseguiu armazenar e fornecer 2 miliampère-hora por centímetro quadrado, capacidade suficiente para alimentar dispositivos eletrônicos de baixo consumo.
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