
Buracos negros supermassivos podem ter papel ainda mais importante na evolução das galáxias do que os cientistas imaginavam. Um novo estudo indica que os jatos de plasma lançados por esses objetos podem alcançar regiões muito além do centro galáctico e interferir no processo de formação de novas estrelas.
A descoberta ajuda a explicar uma antiga questão da astronomia: por que as galáxias não possuem muito mais estrelas.
Galáxias grandes, como a Via Láctea, são envolvidas por enormes estruturas de gás e poeira conhecidas como meio circumgaláctico. Esse material funciona como matéria-prima para a formação de estrelas. Durante períodos de intensa atividade, o gás se desloca para dentro das galáxias e alimenta o nascimento de novos astros.
Em algum momento, porém, esse processo é interrompido. O gás deixa de esfriar e se aglomerar para formar estrelas ou simplesmente deixa de entrar nas galáxias. É nesse ponto que os buracos negros supermassivos podem exercer uma influência decisiva.
Apesar de possuírem massas equivalentes a milhões ou bilhões de vezes a do Sol, os buracos negros supermassivos ainda são relativamente pequenos quando comparados às galáxias que habitam. Uma galáxia pode conter centenas de bilhões de sistemas estelares.
Ainda assim, esses objetos conseguem despejar enormes quantidades de energia no ambiente ao redor por meio de seus jatos e da radiação.
Entre para comentar.