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Entre as principais narrativas de desinformação, destacam-se supostos efeitos colaterais causados pela
vacinação e a defesa da imunidade natural. Há indícios de coordenação entre conteúdos de extrema-direita que combinam negação da ciência e teorias conspiratórias.
Uma mensagem com vídeo que viralizou no início de março afirmava que o imunizante é parte de um “plano de extermínio da população mundial” e que o imunizante teria altas quantidades de grafeno, causando embolia pulmonar, trombose e infarto nos vacinados.
No Instagram, a principal narrativa enganosa associava erroneamente a bivalente a efeitos colaterais graves. No TikTok, vídeos críticos ao governo Lula no dia 27 foram difundidos, inclusive com teorias conspiratórias sugerindo que ele não teria tomado a vacina de fato.
Políticos e influenciadores da extrema-direita continuam sendo os principais impulsionadores da desinformação sobre as vacinas, segundo o relatório. O estudo identificou que 38% dos tweets antivacina no Twitter eram feitos por bots, com o objetivo de manipular o algoritmo e disseminar informações falsas sobre a vacinação.
Além disso, grupos e canais no Telegram estão divulgando serviços de falsificação de comprovantes de vacina e espalhando informações enganosas sobre a eficácia e segurança das vacinas.
Segundo o relatório do NetLab, “as publicações demonstram um retorno de antigas narrativas antivacina e a adesão a essas pautas, especialmente como reação à nova fase de imunização.
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Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
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