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Internet e Redes Sociais · 24 de maio de 2023 · 3 min de leitura ·

Autoridade em saúde dos EUA classifica redes sociais como “risco profundo” aos jovens

Autoridade em saúde dos EUA classifica redes sociais como “risco profundo” aos jovens

A principal autoridade de saúde dos EUA emitiu um alerta público na terça-feira (23) sobre os riscos das redes sociais para os jovens. O dr. Vivek Murthy pedindo um esforço para entender completamente o possível “dano à saúde mental e ao bem-estar de crianças e adolescentes”.

O que você precisa saber:

  • O cirurgião-geral Vivek Murthy, principal autoridade de saúde dos EUA, emitiu um alerta sobre “risco profundo” que redes sociais representam para crianças e adolescentes;
  • Segundo o médico, os efeitos das mídias sociais na saúde mental dos jovens ainda não foram compreendidos completamente;
  • No seu relatório, o dr. Murthy lista recomendações para pais, responsáveis e até governos lidarem com esse contexto;
  • Documento veio num momento em que legisladores do país se debruçam sobre como estabelecer limites para uso das redes sociais.

Em um comunicado de 19 páginas, o cirurgião geral – que também é o chefe operacional do PHSCC (U.S Public Health Service Commissioned Corps) – observou que os efeitos das mídias social na saúde mental do adolescente não foram totalmente compreendidos e que podem ser benéficas para alguns usuários.

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No entanto, ele escreveu: “Existem amplos indicadores de que redes sociais também podem ter um risco profundo de prejudicar a saúde mental e o bem-estar de crianças e adolescentes”.

Alerta sobre redes sociais

Casal deitado no sofá navegando em redes sociais no celular
(Imagem: rockstock/Freepik)

O relatório incluiu recomendações práticas para ajudar as famílias a orientar o uso das mídias sociais pelas crianças. Murthy recomendou, por exemplo, que as famílias mantivessem as refeições e reuniões pessoais livres de dispositivos, para ajudar a construir laços sociais e promover conversas.

O cirurgião-geral também sugeriu a criação de um “plano de mídia familiar” para definir as expectativas de uso de redes sociais, incluindo limites em torno do conteúdo e mantendo as informações pessoais privadas.

O dr. Murthy também pediu às empresas de tecnologia que imponham limites mínimos de idade e criem configurações padrão para crianças com altos padrões de segurança e privacidade. E ele instou o governo a criar padrões de saúde e segurança adequados à idade para plataformas de tecnologia.

Adolescentes não são apenas adultos menores. Eles estão em uma fase diferente de desenvolvimento e em uma fase crítica do desenvolvimento do cérebro.

Discussões sobre redes sociais

Homem sentado no sofá navegando por redes sociais num iPhone
(Imagem: Adobe Stock)

O relatório, que eleva as preocupações de longa data sobre as redes sociais, veio num momento em que legisladores estaduais e federais, muitos deles criados em uma época em que as mídias sociais mal existiam (ou sequer existiam), têm lutado para saber como estabelecer limites para seu uso.

O governador de Montana assinou recentemente um projeto de lei que proíbe o TikTok de operar no estado. O aplicativo de propriedade chinesa abriu um processo contra o estado e os jovens usuários do TikTok a lamentarem o que chamaram de “chute na cara”.

Em março, Utah se tornou o primeiro estado a proibir os serviços de mídia social de permitir que usuários menores de 18 anos tenham contas sem o consentimento explícito dos pais ou responsáveis. Essa lei pode reduzir drasticamente o acesso dos jovens a aplicativos como Instagram e Facebook.

Os resultados da pesquisa da Pew Research descobriram que até 95% dos adolescentes relataram usar pelo menos uma plataforma de rede social, enquanto mais de um terço disse que usava a mídia social “quase constantemente”.

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