
Enquanto o número de influenciadores digitais – também chamados de “influencers” – voltados para finanças estabilizou, o alcance deles nas redes sociais cresceu. E agora existem regras para instituições que contratam influenciadores, conforme informado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
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Regras para influencers

Outra regra importante diz respeito à responsabilização das instituições contratantes pelos influencers e o conteúdo veiculado. Entram aqui a “veracidade das informações divulgadas e sua completude, de modo a não levar o investidor a erro” e a garantia de que os “contratados possuam, caso aplicável, as devidas certificações necessárias” para abordar o conteúdo em questão.
Essas certificações são exigidas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Sem elas, o produtor de conteúdo não poderá recomendar investimentos, apenas fornecer explicações didáticas. No caso de seguros e previdência, apenas os autorizados pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) podem fazer recomendações.
Para manter a fiscalização, as instituições devem disponibilizar e manter atualizada a relação, enviada à Anbima, dos “influencers” contratados. Assim, se as regras forem desrespeitadas, a penalidade recairá sobre as empresas – mas a normativa não menciona tipos de punição.
Aumento do alcance
Uma pesquisa da Anbima, em parceria com o Ibpad (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados), apontou que existiam 515 influenciadores digitais que produziam conteúdo voltado para finanças no primeiro semestre de 2023.
Este foi o mesmo número registrado no fim de 2022. Já a quantidade de seguidores desses influenciadores aumentou para 176,3 milhões – um salto de 6%. Mas esse número equivale à soma de seguidores em todos os perfis de cada influenciador. Foram considerados Facebook, Instagram, X (antigo Twitter) e YouTube.
Esta foi a quinta edição da pesquisa. Em comparação à primeira, que abordou o período entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021, o número atual de seguidores aumentou 140%.

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.
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