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Internet e Redes Sociais · 27 de novembro de 2023 · 3 min de leitura ·

Big techs são processadas por “viciar” crianças em redes sociais

Big techs são processadas por "viciar" crianças em redes sociais

Bandeira dos Estados Unidos

As grandes empresas de tecnologia, as chamadas Big techs, são alvo de mais uma disputa na Justiça. Dessa vez, elas são acusadas de expor conscientemente crianças a conteúdos e produtos considerados prejudiciais nas redes sociais. Centenas de famílias dos Estados Unidos ingressaram com a ação, uma das maiores ações já registradas no Vale do Silício.

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Morte de jovem motiva processo

  • O processo foi movido contra o TikTok, Google, Snap Inc. (dona do Snapchat) e Meta, empresa proprietária de Facebook e Instagram.
  • Os advogados das famílias acreditam que um caso específico serve como exemplo dos potenciais danos enfrentados pelos adolescentes relacionados ao uso das redes sociais.
  • A adolescente britânica Molly Russell, de 14 anos, morava no noroeste de Londres, na Inglaterra, e tirou a própria vida após ser exposta a conteúdos com tom negativo e depressivo no Instagram.
  • Uma investigação concluiu que ela morreu “sofrendo de depressão e dos efeitos negativos do conteúdo online”.
  • O nome de Russell é mencionado dezenas de vezes na ação apresentada ao tribunal na Califórnia.
  • As informações são do G1.
Cubos com ícones das redes sociais
(Imagem: Antlii/ Shutterstock)

Redes sociais rebatem acusações

Na semana passada, as famílias envolvidas no novo processo comemoraram a decisão de uma juíza federal que alegou que as empresas não poderiam usar a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos — que protege a liberdade de expressão — para bloquear a ação judicial.

A juíza Gonzalez Rogers também decidiu que a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, que afirma que as plataformas não são editoras, não dava às empresas proteção total.

A juíza considerou que, por exemplo, a falta de verificação “robusta” da idade dos usuários e os fracos controles parentais, como argumentam as famílias, não são questões de liberdade de expressão.

As empresas afirmam que as alegações não são verdadeiras. A Meta publicou uma declaração em que afirma que está trabalhando para fornecer experiências online seguras e de apoio aos adolescentes. O Google também disse atuar nesse sentido.

Já o Snapchat destacou que a plataforma “foi projetada para eliminar a pressão de ser perfeito”. O TikTok se recusou a comentar sobre a ação.

Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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