
A startup norte-americana Atomic Machines está usando inteligência artificial para projetar e fabricar dispositivos microscópicos. A empresa criou um sistema chamado “compilador de matéria”, que transforma projetos digitais em componentes físicos.
Segundo o The New York Times, a primeira aplicação é um pequeno interruptor elétrico para equipamentos de data centers. A Atomic Machines pretende levar a tecnologia também para microrrobôs, motores e dispositivos capazes de realizar exames médicos com poucas gotas de sangue.
O processo começa com milhares de experimentos. A inteligência artificial analisa como diferentes materiais se comportam quando são misturados, aquecidos, combinados e submetidos a testes.
A partir desses dados, o sistema cria um projeto que segue para o chamado “compilador de matéria”: uma sequência de 13 máquinas automatizadas responsáveis por fabricar e testar os componentes.
“Um compilador de software fornece uma saída digital. Um compilador de matéria fornece uma saída física”, afirmou Jeff Holden, fundador da Atomic Machines.
A automação, porém, ainda não cobre todas as etapas. Engenheiros precisam transportar os componentes entre as máquinas e ajudar na montagem do dispositivo final. A empresa quer que, no futuro, os próprios equipamentos consigam reproduzir o projeto de forma mais autônoma.
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