
Um dos desejos antigos da Rússia é impedir o acesso de sites estrangeiros no país. Para isso, as autoridades russas trabalham há anos no desenvolvimento de um sistema totalmente nacional de conexão com a internet.
Um dos grandes desafios, no entanto, são as VPNs. Elas permitem a criação de uma conexão privada entre o computador e um servidor remoto, o que possibilita que os usuários contornem possíveis restrições de acesso impostas pelo governo.
A maioria das VPNs não conseguiu contornar as restrições de acesso

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Desenvolvimento de um sistema totalmente nacional
O governo da Rússia tem buscado reprimir o uso de VPNs nos últimos anos. Existem pelo menos 197 serviços bloqueados no país e muitos foram removidos da App Store russa. Uma lei aprovada em março ainda tornou crime a simples divulgação de informações sobre como contornar as restrições da internet.
Segundo analistas, estes esforços fazem parte de um projeto do Kremlin para criar um sistema totalmente nacional de internet. Em 2019, o país realizou uma série de testes para ver se as operadoras de telecomunicações federais e comerciais poderiam efetivamente separar a Rússia do resto do mundo.

Após o início da guerra na Ucrânia, em 2022, e as subsequentes sanções e restrições impostas por empresas ocidentais, a Rússia acelerou o desenvolvimento do novo sistema. Até agora, foram investidos US$ 648 milhões (R$ 3,9 bilhões) com este propósito. É importante destacar que o Ministério Russo de Tecnologia Digital, Comunicação e Mídia de Massa nunca admitiram estarem trabalhando para criar uma internet 100% russa.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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