

Signal é um aplicativo de mensagens. Seu nome pipocou na imprensa após a The Atlantic revelar que integrantes do governo Trump discutiram planos de guerra no app. Como a revista descobriu isso? O editor-chefe, Jeffrey Goldberg, foi incluído por acidente no grupo onde figurões da administração conversaram sobre ataques contra rebeldes no Iêmen.
“Eu não conseguia acreditar que a liderança da segurança nacional dos Estados Unidos iria comunicar no Signal sobre planos de guerra iminentes”, escreveu Goldberg em seu relato, publicado na segunda-feira (24). Para você ter ideia, entre os integrantes deste grupo no Signal estavam o secretário de Defesa, Pete Hegseth; o secretário de Estado, Marco Rubio; e o vice-presidente J.D. Vance.
Ao ser questionado sobre o episódio, considerado “uma falha extraordinária” de segurança pelo jornal New York Times, Donald Trump disse apenas: “Eu não sei de nada. Você está me contando isso pela primeira vez”, segundo a BBC.
Além disso, não dá para rastrear os usuários do Signal pelo número de celular. Em outras palavras, é um ambiente mais adequado para conversas “em off” por garantir o anonimato. Por isso, atrai informantes, jornalistas e ativistas de direitos humanos, por exemplo. Isto é, pessoas que geralmente precisam de mais privacidade na hora de se comunicar.
Lançado em 2012, o aplicativo é mantido atualmente pela Signal Foundation, organização sem fins lucrativos criada em fevereiro de 2018. Figuras como Elon Musk (conselheiro de Trump, aliás) e Edward Snowden já recomendaram o uso do Signal.
Aplicativo é conhecido no Brasil
Foi também no Signal onde quatro militares do Exército brasileiro discutiram o Plano Punhal Verde e Amarelo. Num grupo chamado “Copa 2022” e sob codinomes de países, eles conversavam sobre plano de golpe de estado e execução de autoridades, segundo a investigação da Polícia Federal (via G1).

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Entre as autoridades na mira do plano, estavam: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Os militares envolvidos foram presos em novembro de 2024.

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.
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