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Internet e Redes Sociais · 23 de novembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Meta teria ocultado evidências sobre impactos na saúde mental de usuários

Meta teria ocultado evidências sobre impactos na saúde mental de usuários

Logo do Facebook

TikTok logo

Documentos judiciais apontam que a  Meta escondeu evidências de que seus produtos prejudicavam a saúde mental de usuários, principalmente crianças e adolescentes. 

Um projeto de pesquisa da própria empresa, intitulado “Projeto Mercúrio”, indicou que “pessoas que pararam de usar o Facebook por uma semana relataram menor sensação de depressão, ansiedade, solidão e comparação social”, diziam documentos internos. O documento judicial aponta que, após as conclusões negativas, o projeto de pesquisa foi interrompido e os resultados não foram publicados. 

jovem no celular com o rosto desfocado
Documentos revelam que a Meta teria bloqueado recursos de segurança para jovens por medo de afetar crescimento (Imagem: Body Stock / Shutterstock.com)

Em comunicado feito no sábado, o porta-voz da Meta, Andy Stone, afirmou que o estudo foi interrompido porque sua metodologia era falha e que a empresa trabalhou para melhorar a segurança de seus produtos.

O escritório Motley Rice move uma ação contra Meta, Google, TikTok e Snapchat em nome de distritos escolares de todo o país. De acordo com os autores do processo, a Meta não é a única a esconder os riscos conhecidos internamente. Todas essas companhias teriam ocultado potenciais riscos de seus produtos dos usuários, pais e professores. 

O Olhar Digital solicitou um posicionamento às empresas citadas na reportagem e aguarda retorno.

Principais acusações contra as plataformas 

Em resumo, o documento acusa as empresas de: 

  • Incentivar crianças menores de 13 anos a usar suas plataformas.
  • Não combater conteúdo de abuso sexual infantil.
  • Buscar ampliar o uso das redes sociais por adolescentes enquanto estavam na escola.
  • Pagar organizações voltadas para crianças para defender publicamente a segurança de seus produtos. 
Grupo de jovens mexendo no Facebook no celular
Pesquisa interna da Meta indicou que parar de usar Facebook reduz ansiedade e depressão Imagem: REDPIXEL.PL / Shutterstock

Acusações mais detalhadas contra a Meta 

De modo geral, porém, as acusações contra as outras plataformas são menos detalhadas do que contra a Meta. Informações da Reuters apontam apontam que os documentos internos citados pelos autores alegam: 

  • A Meta exigia que usuários fossem flagrados 17 vezes tentando traficar pessoas para exploração sexual antes de removê-los da plataforma, o que um documento descreveu como “um limite de infrações muito, muito, muito alto”. 
  • A Meta projetou seus recursos de segurança para jovens de forma a serem ineficazes e raramente usados. 
  • A Meta reconheceu que otimizar seus produtos para aumentar o engajamento de adolescentes resultava em oferecer conteúdo mais prejudicial, mas fez isso mesmo assim. 

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