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Como noticiamos mais cedo, as agências Reuters e Bloomberg, além do jornal Financial Times, tinham antecipado a informação nesta quarta-feira (11). A princípio, a informação era de que o bloqueio envolvia Instagram e Facebook, outras redes da Meta.
Além disso, ele sugeriu que os russos migrem para o MAX, aplicativo de mensagens estatal: “MAX é uma alternativa acessível, um mensageiro em desenvolvimento, um mensageiro nacional, e está disponível no mercado para os cidadãos como uma alternativa” – completou Peskov.
De acordo com opositores, o MAX seria uma ferramenta de vigilância usada para rastrear usuários – algo que o Kremlin nega. O app não se restringe a um mensageiro e abrange serviços governamentais, mas sem criptografia.
A empresa afirmou o seguinte:
A Roskomnadzor, agência reguladora estatal de comunicações, não respondeu ao pedido de resposta da agência.
Outras plataformas, como Facebook, Instagram, Telegram, YouTube e Snapchat também passam por restrições no país.
Pano de fundo: guerra na Ucrânia
O cenário tem como pano de fundo uma disputa com fornecedores estrangeiros de tecnologia, que se intensificou depois da invasão à Ucrânia em 2022.
Nos últimos meses, a pressão vinha aumentando. Moscou trabalha para criar e controlar uma infraestrutura de comunicação soberana, em que empresas de tecnologia estrangeiras se submetem às leis ou são banidas – como argumenta análise da Reuters.
O FaceTime, da Apple, também foi bloqueado em dezembro.
O fundador do Telegram, Pavel Durov, que nasceu na Rússia, afirmou anteriormente que continuaria comprometido com a proteção da liberdade de expressão e da privacidade do usuário.

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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