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Internet e Redes Sociais · 23 de março de 2026 · 3 min de leitura ·

Leo Radvinsky, dono do OnlyFans, morre aos 43 anos

Leo Radvinsky, dono do OnlyFans, morre aos 43 anos

Leonid Radvinsky, o executivo bilionário que transformou o OnlyFans numa das maiores plataformas de conteúdo adulto do mundo, morreu aos 43 anos após uma longa batalha contra o câncer. A notícia foi confirmada pela própria empresa nesta segunda-feira (23).

O empresário nascido na então União Soviética foi criado nos arredores de Chicago. Ele deixa um império digital avaliado em bilhões de dólares. Radvinsky comprou a plataforma britânica de vídeos em 2018, quando poucos imaginavam o potencial de crescimento do serviço.

Desde a aquisição, os números do OnlyFans explodiram. A plataforma hoje conta com mais de 377 milhões de usuários cadastrados e gerou US$ 7,2 bilhões em receita no ano fiscal encerrado em novembro de 2024, segundo documentos corporativos recentes apresentados no Reino Unido.

Discreto e sem conceder muitas entrevistas, Radvinsky morava na Flórida. Sua fortuna estava na casa dos US$ 4,7 bilhões, segundo a revista Forbes – a 870ª pessoa mais rica do mundo.

Um negócio em transformação

Nos últimos meses, Radvinsky vinha negociando a venda da plataforma. A empresa estava em conversas avançadas para vender 60% das ações para a Architect Capital, firma de investimentos que avaliava o OnlyFans em cerca de US$ 3,5 bilhões.

Como proprietário único da plataforma, Radvinsky havia transferido suas ações para uma fundação no final de 2024, de acordo com registros corporativos.

“Estamos profundamente entristecidos ao anunciar a morte de Leo Radvinsky”, disse a empresa em comunicado oficial. “Leo faleceu em paz após uma longa batalha contra o câncer. A família pediu privacidade neste momento difícil” – completou a nota.

O fenômeno global

Quando Radvinsky adquiriu o OnlyFans há cerca de oito anos, poucos conheciam a plataforma. O modelo de negócio baseado em assinaturas para conteúdo de criadores independentes ainda engatinhava, especialmente no segmento adulto.

Sob sua gestão, o serviço se tornou sinônimo de uma nova era da indústria pornográfica. Diferentemente do modelo tradicional de grandes estúdios, o OnlyFans permitiu que criadores individuais monetizassem diretamente seu conteúdo, mantendo maior controle sobre produção e distribuição.

A pandemia de COVID-19 acelerou drasticamente esse crescimento. Com lockdowns globais e perda de empregos tradicionais, milhares de pessoas migraram para a plataforma como fonte de renda alternativa. O OnlyFans se beneficiou desse movimento, consolidando-se como a principal opção do mercado.

Impacto na indústria do entretenimento adulto

Sob a liderança de Radvinsky, o OnlyFans revolucionou completamente o setor de entretenimento adulto.

O modelo quebrou o monopólio dos grandes estúdios tradicionais e redistribuiu poder econômico diretamente para os criadores. Muitos conseguiram construir carreiras lucrativas independentes, algo praticamente impossível antes do surgimento da plataforma.

O sucesso também inspirou dezenas de competidores, mas nenhum conseguiu replicar a escala e o reconhecimento de marca do OnlyFans. A plataforma manteve sua posição dominante mesmo com o surgimento de alternativas.

Com informações do The Wall Street Journal.

Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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