

A Apple afirmou nesta segunda-feira (3) que removeu, temporariamente, o aplicativo Telegram da App Store em todo o mundo. Segundo a big tech, foi identificado um conteúdo que violava as normas de “proibição de material de abuso sexual infantil”.
Ainda de acordo com a empresa, o mensageiro voltou à loja depois de remover prontamente o conteúdo e banir o usuário que o publicou.
O Telegram escreveu no X: “Os relatos sobre a minha morte são muito exagerados”.
reports of my demise are greatly exaggerated 🍎
O Telegram, que possui mais de um bilhão de usuários ativos mensais, diz ter uma política de tolerância zero para conteúdo relacionado a abuso sexual infantil. A empresa afirma ter bloqueado quase 338 mil grupos e canais por esse tipo de material em 2026.
Histórico recente do Telegram
Em abril, a agência reguladora de comunicações do Reino Unido começou uma investigação sobre evidências que sugeriam o compartilhamento de material de abuso sexual infantil no aplicativo.
A empresa negou “categoricamente” as acusações informando que, desde 2018, “praticamente eliminou” a disseminação pública de material de abuso sexual infantil. De acordo com o Telegram, para isso, foram usados algoritmos de detecção.
Em fevereiro, o Telegram foi multado na Austrália por atrasar as respostas a questionamentos sobre as medidas tomadas para conter o conteúdo relacionado a abuso infantil e comportamento extremista violento.
As informações são da agência Reuters.
O que diz o Telegram
Em nota enviada ao OD, o Telegram afirmou o seguinte:
“O Telegram foi prontamente restaurado à App Store. A Apple denunciou um usuário por compartilhar CSAM, que foi imediatamente banido. O Telegram removeu, de forma independente, mais de
337.900 grupos e canais relacionados a CSAM em 2026. A Apple estava errada ao interromper a comunicação legítima de um bilhão de pessoas por causa das ações de um único usuário”.

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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