
O bullying ainda faz parte da rotina de muitos adolescentes brasileiros. Segundo o Pisa 2025, 17% dos estudantes de 15 anos disseram ter sido vítimas de alguma forma de bullying algumas vezes por mês ou com maior frequência.
O índice ficou abaixo dos 20% da OCDE. O estudo também mostrou que 48% dos brasileiros usam chatbots de IA para estudar, enquanto 81% frequentam escolas que proíbem celulares nas dependências.

Brasil mantém índice de bullying
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou os resultados do Pisa 2025 nesta terça-feira (8). O levantamento mostra que a incidência de bullying não mudou de forma significativa no Brasil entre 2022 e 2025.
O resultado contrasta com o cenário observado na maioria dos países e economias participantes, onde o problema aumentou no mesmo período.
Em 2025, 17% dos estudantes brasileiros relataram ter sofrido pelo menos uma forma de bullying algumas vezes por mês ou mais. Na média da OCDE, foram 20%.
O número coloca o Brasil abaixo da média da organização, mas ainda representa uma parcela expressiva dos adolescentes avaliados.
Cyberbullying atinge 3% dos estudantes
A violência no ambiente digital apareceu com menor frequência. No Brasil, 3% dos alunos disseram que informações que os incomodavam ou prejudicavam foram publicadas sobre eles na internet, sem consentimento, pelo menos algumas vezes por mês nos 12 meses anteriores à aplicação do Pisa.
A proporção é exatamente a mesma registrada na média da OCDE.
Os principais números do levantamento são:
- 17% dos estudantes brasileiros relataram sofrer alguma forma de bullying algumas vezes por mês ou mais;
- 20% é a média registrada pela OCDE;
- 3% dos brasileiros disseram ter tido informações prejudiciais ou incômodas publicadas na internet sem consentimento;
- 3% também foi o índice de cyberbullying na média da OCDE.
Tecnologia muda a rotina dentro das escolas
O Pisa também investigou o uso de dispositivos digitais durante o período escolar. No Brasil, os estudantes passam, em média, 1,3 hora por dia usando esses equipamentos para atividades de aprendizagem. A média da OCDE é de 1,7 hora.
Quando o uso não está relacionado ao aprendizado, o tempo chega a uma hora diária entre os brasileiros.
Os aparelhos também aparecem associados à distração durante as aulas. No Brasil, 25% dos estudantes afirmaram que seus colegas frequentemente se distraem com dispositivos digitais durante a maioria ou todas as aulas de ciências. Na OCDE, o índice foi de 28%.
Entre os países da organização, os alunos que relatam esse tipo de distração obtêm, em média, 11 pontos a menos em ciências. No Brasil, a diferença chega a 19 pontos.

– Imagem: Lopolo/Shutterstock
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