
A plataforma de vídeos Rumble voltou a ficar acessível no Brasil na noite de domingo (4), mesmo com uma ordem de bloqueio determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ainda em vigor.
O acesso ao serviço havia sido bloqueado no país por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Apesar disso, usuários brasileiros voltaram a conseguir acessar o site e utilizar a plataforma.
O que diz o Rumble
- Segundo o Rumble, a empresa não realizou nenhuma mudança técnica para restabelecer o acesso no Brasil. A plataforma também afirmou que não cumpriu nenhuma ordem relacionada à retirada de conteúdos ou à censura de publicações;
- A empresa não explicou, porém, por que o serviço voltou a funcionar para usuários brasileiros;
- A decisão que determinou o bloqueio do Rumble continua válida.

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O fundador e CEO da plataforma, Chris Pavlovski, questionou se a rede estava ativa no Brasil. No X, ele escreveu que a plataforma observou alta de tráfego vinda do Brasil, mas, como dito acima, Pavlovski declarou que a empresa não fez alterações, além de que não cumpre ordens de censura. Além disso, disse que o Rumble defende a liberdade de expressão dos brasileiros.
Com isso, a plataforma voltou a operar normalmente para parte dos usuários brasileiros, apesar de a ordem judicial que determinou o bloqueio da plataforma permanecer vigente.
O Olhar Digital entrou em contato com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), responsável por executar medidas de bloqueio determinadas pela Justiça, e com o STF.
A Agência enviou a seguinte nota:
“A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em atenção ao questionamento acerca de relatos de usuários que estariam conseguindo acessar a plataforma Rumble no Brasil, informa que, à época do recebimento da determinação de bloqueio, a Anatel adotou as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições, encaminhando a ordem às prestadoras de serviços de telecomunicações para implementação da medida em suas respectivas redes.
Cabe esclarecer que o bloqueio de acesso a conteúdos e aplicações na Internet é tecnicamente realizado pelas próprias prestadoras, que detêm a gestão de suas redes.
Até o presente momento, não recebemos apontamento específico que identifique prestadora de serviços de telecomunicações que não esteja com o bloqueio implementado.
Caso haja evidências concretas de acesso ao serviço sem a utilização de mecanismos de contorno — especialmente com a identificação da prestadora, tipo de conexão, data e horário do teste e demais informações técnicas disponíveis —, esses elementos poderão ser encaminhados à Agência para avaliação.”

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
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