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Internet e Redes Sociais · · 4 min de leitura ·

Golpe usa nome do TSE para cobrar falsa taxa de regularização

Golpe usa nome do TSE para cobrar falsa taxa de regularização

Às vésperas do segundo turno das eleições de 2026, golpistas usam o nome do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cobrar uma falsa taxa de regularização do título de eleitor. As mensagens citam o CPF das vítimas e direcionam para páginas que imitam os canais oficiais.

Confira os serviços gratuitos da justiça eleitoral
O TSE reforça que todos os serviços de emissão, transferência e atualização do título de eleitor são gratuitos. Em caso de dúvidas, acesse os canais oficiais da Justiça Eleitoral, como o e-Título. Imagem: xm4thx / Shutterstock

Como funciona o golpe

As mensagens alegam que existe uma pendência vinculada ao CPF da vítima. Ao clicar no link, o eleitor é direcionado a uma página falsa, onde pode ser pressionado a pagar por Pix ou boleto para evitar supostas restrições a documentos e serviços públicos.

O uso de dados verdadeiros ajuda a dar credibilidade à abordagem. Gustavo Marquini, especialista em segurança digital e fundador do ecossistema Davi, explica que a fraude combina a credibilidade da Justiça Eleitoral, a atenção despertada pelo período de votação e o uso de dados reais das vítimas, como o CPF, para dar aparência de legitimidade às mensagens.

A estratégia é conhecida como engenharia social: em vez de explorar uma falha tecnológica, os criminosos manipulam a confiança e a preocupação da vítima. Como explica o especialista, o objetivo é fazer com que o eleitor aja por medo de estar irregular.

Como se proteger de cobranças falsas

O calendário eleitoral é um dos elementos que ajudam a identificar a fraude. O cadastro está fechado desde 7 de maio e será reaberto em 3 de novembro. Até lá, não é possível solicitar alistamento, transferência ou revisão cadastral. O pagamento de uma multa, por si só, também não regulariza um título cancelado para o segundo turno.

Isso não significa que todas as multas eleitorais sejam falsas. Pode haver cobrança legítima por ausência às urnas sem justificativa, mas o eleitor deve consultar a pendência e verificar as formas de pagamento diretamente nos canais oficiais. Em pagamentos por Pix de multas eleitorais, o destinatário deve ser o Tesouro Nacional.

Alguns cuidados ajudam a evitar que uma mensagem fraudulenta resulte em prejuízo:

  • Confira o endereço do site: os canais oficiais da Justiça Eleitoral usam o domínio jus.br, como tse.jus.br. Verifique o endereço completo, sem confiar apenas no logotipo ou no cadeado do navegador.
  • Não use links recebidos por mensagem: se houver dúvida sobre a situação eleitoral, acesse diretamente o site do TSE ou consulte o aplicativo e-Título.
  • Desconfie da urgência: ameaças de bloqueio e exigências de pagamento imediato são sinais para interromper o contato e verificar a informação por um canal oficial.

As tentativas de fraude podem continuar depois da eleição, com mensagens que aleguem a necessidade de atualizar dados quando o cadastro reabrir. Por isso, a recomendação é manter a mesma cautela mesmo após o segundo turno.

Fachada do TSE
Sites oficiais da Justiça Eleitoral utilizam obrigatoriamente a extensão jus.br em seus endereços na web. – Imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Suspeita envolvendo urna exige apuração

A desinformação sobre as eleições também pode ganhar força a partir de ocorrências reais, mas interpretadas fora de contexto.

Leia mais:

No primeiro turno, uma urna eletrônica em Candelária (RS) precisou ser substituída após a tecla 3 travar. A Justiça Eleitoral informou que investigaria a suspeita de uso de cola ou outra interferência no equipamento. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), os votos registrados antes da troca foram preservados.

A ocorrência, por si só, não comprova fraude no sistema de votação. Diante de qualquer problema com a urna, o eleitor deve avisar os mesários e evitar tirar conclusões antes da divulgação de informações oficiais.

Valdir Antonelli

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