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Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · · 2 min de leitura ·

Google usa sua tecnologia em drones militares e funcionários se revoltam

Google usa sua tecnologia em drones militares e funcionários se revoltam

O que você precisa saber

O Google revelou recentemente que está trabalhando junto com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos em um projeto chamado Project Maven, ou “Algorithmic Warfare Cross-Funcional Team” (AWCFT, ou “equipe multifuncional de guerra algorítmica”). Segundo o Guardian, A empresa está oferecendo ao departamento ferramentas de inteligência artificial do seu software TensorFlow para uso em drones militares. 

Mais especificamente, o Google estaria usando o TensorFlow para analisar, em parceria com o órgão militar, o enorme volume de imagens gravadas por seus drones militares. Usando tecnologias de aprendizagem de máquina e visão computacional, a empresa está criando ferramentas para automatizar o processo de identificar veículos e outros objetos de interesse do exército.

A iniciativa, segundo o Wall Street Journal, é parte de um investimento de US$ 7,4 bilhões do Departamento de Defesa em inteligência artificial. Ela visa facilitar o trabalho humano de revisar as imagens capturadas por drones do exército, que de acordo com o The Next Web somam já “milhões de horas” de vídeo. 

Em um comunicado enviado ao The Verge, o Google esclareceu que está ajudando o órgão de defesa com o fornecimento de “APIs open-source do TensorFlow que podem auxiliar no reconhecimento de objetos em dados não classificados. Essa tecnologia marca as imagens para revisão humana, e é apenas para usos não-ofensivos”. No entanto, uma fonte ouvida pelo site notou que acordos de confidencialidade impedem que a empresa divulgue exatamente qual é o nível de seu envolvimento no trabalho militar.

De acordo com o anúncio do Project Maven, feito em julho de 2017, a ideia do projeto era aumentar a produtividade dos analistas humanos que revisam as imagens dos drones. “Pessoas e computadores trabalharão de maneira simbiótica para aumentar a habilidade de sistemas de armas de detectar objetos”, disse na ocasião Drew Cukor, o diretor do AWCFT junto ao Departamento de Defesa. Desde julho, segundo o The Verge, o projeto já foi usado contra o Estado Islâmico. 

Segundo o Gizmodo, os funcionários do Google não ficaram felizes de saber que seu trabalho estava sendo usado para fins militares. A informação teria sido compartilhada em um mailing interno da empresa ao longo da semana passada, e alguns dos trabalhadores da empresa teriam ficado chocados de saber que a tecnologia da empresa estava sendo usada como ferramenta de vigilância militar. 

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