Exclusivo: CEO da Ripio comenta alta do bitcoin e compra da Bitcoin Trade

Em entrevista exclusiva para o Tecnoblog, o CEO e fundador da Ripio, startup argentina de criptomoedas, afirmou que a pandemia foi uma “tempestade perfeita” para os ativos digitais se tornarem muito mais relevantes nos mercados financeiro e tecnológico. A empresa adquiriu recentemente a Bitcoin Trade, uma das mais importantes exchanges de criptomoedas do Brasil.
Sebástian Serrano, de 39 anos, é fundador e atual CEO da Ripio, uma das mais antigas empresas de criptomoedas da América Latina e a que mais cresce na região. A startup conta hoje com mais 1,3 milhão de usuários, 150 funcionários e atua principalmente no Brasil e Argentina.
Mesmo já atuando no Brasil oferecendo serviços de carteira digital e de pagamentos, a empresa buscava uma maneira de expandir sua influência no mercado brasileiro. Para o CEO, a aquisição da Bitcoin Trade “foi a melhor oportunidade por ser a corretora de maior reputação, e talvez a mais profissional do mercado brasileiro”.
“Nossa missão é dar acesso a essa tecnologia para toda a América Latina. O Brasil é e sempre foi o maior mercado, o país com a maior economia, por isso é muito importante para nós”, afirmou Serrano.
Ao longo da conversa, o CEO comenta sobre o papel das criptomoedas na crise argentina, explicando que o bitcoin, por exemplo, é visto como uma espécie de “ouro digital”. O ativo seria uma das alternativas, junto de stablecoins como a USDC, para preservar riquezas diante das diversas restrições que hoje enfrentam os argentinos, da crescente desvalorização do peso e da alta inflação.
Para Serrano, a Ripio é diferente de grandes concorrentes internacionais, como a Binance, por se tratar de uma empresa local que trabalha de maneira menos agressiva frente aos reguladores da região. Já as grandes exchanges offshore enfrentam mais problemas regulatórios, por isso os usuários devem saber dos riscos.
Fonte: Tecnoblog
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