Garena é condenada a reativar conta de Free Fire e a pagar R$ 5 mil

Após ter sua conta banida no popular Battle Royale Free Fire pelo suposto uso de hacks, uma jogadora processou a Garena para reverter a decisão. O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) decidiu a favor da usuária, mas a desenvolvedora apelou. No entanto, o juiz negou o pedido de anulação da sentença. Agora, a empresa deve reativar a conta da jogadora e ainda pagar R$ 5 mil por danos morais.
De acordo com a decisão judicial — obtida pelo Tecnoblog — a jogadora teve sua conta bloqueada, sem qualquer aviso prévio, após ser acusada de usar hacks para trapacear no jogo Free Fire em 2020. Além do banimento permanente, a defesa da usuária afirma que seu smartphone também ficou impedido de acessar os serviços do game. A primeira decisão saiu na primeira metade de 2021, já determinando a reativação da conta.
Porém, a Gerena apelou e pediu pela anulação da sentença. No início deste mês de agosto, o TJBA decidiu, mais uma vez, a favor da jogadora. Segundo a nova decisão do juiz, a empresa falhou em apresentar evidências que comprovassem o uso de hacks para trapacear no jogo e a desenvolvedora não conseguiu especificar qual software terceiro teria sido usado para tal finalidade.
O Tribunal do Estado da Bahia concluiu que a apelação da Garena não era válida, condenando a empresa a reativar a conta da usuária banida nas mesmas condições em que estava na data de suspensão. O juiz também determinou que o smartphone da jogadora deve ter o acesso ao sistema do game reestabelecido.
Foi dado um prazo de até cinco dias, após a decisão de 2 de agosto de 2022, para o cumprimento da ordem, sob pena de multa diária de R$ 500, até o limite de R$ 20 mil. Além disso, a empresa deverá pagar R$ 5 mil à usuária por danos morais, com juros de 1% ao mês desde a data do banimento da conta e com correção pelo INPC a partir da data da sentença.
De acordo com a defesa da jogadora, o bloqueio de sua conta a impediu de “exercer atividade a qual se dedicou por muito tempo e que tem fundamental importância da sua vida, bem como de participar de eventos e concorrer a premiações, além de macular a sua imagem diante dos demais jogadores e membros da comunidade virtual”. Segundo os advogados, a usuária contabilizava 2.190 horas jogadas no Free Fire e buscava profissionalizar a atividade.
Fonte: Tecnoblog
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