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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Intel aposta no Aurora para reinar em supercomputadores, mas AMD é obstáculo

Intel aposta no Aurora para reinar em supercomputadores, mas AMD é obstáculo

A 62ª edição do TOP500, lista dos supercomputadores mais rápidos do mundo, é marcante para a Intel. A companhia viu o supercomputador Aurora, baseado em CPUs e GPUs da companhia, aparecer na segunda posição do ranking logo em sua estreia. A celebração só não é maior porque o Frontier, com chips AMD, manteve a liderança.

O Aurora foi projetado para alcançar 2 exaflops de desempenho. Isso quer dizer que, quando (e se) essa marca for alcançada, o supercomputador será capaz de realizar 2 quintilhões de operações por segundo (ou 2.000.000.000.000.000.000 de operações por segundo).

Essa capacidade é quase o dobro do que o Frontier alcançou no ranking mais recente: 1.194 petaflops. Se é assim, por que o Aurora não ficou na primeira posição? O supercomputador teve sua instalação finalizada em junho, mas o seu desempenho no TOP500 ficou em 585,34 petaflops. Ele ainda não é 100% operacional.

O Aurora foi anunciado em 2015 pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), com a sua construção estando a cargo da Intel e a HPE Cray. Originalmente, o supercomputador deveria alcançar 180 petaflops e entrar em operação em 2018.

Em 2017, a Intel revelou que o projeto seria adiado para 2021. Em compensação, o Aurora passaria a ter capacidade superior a 1 exaflop. Porém, em outubro de 2020, o DOE informou que o projeto seria adiado novamente. Em outubro de 2021, a Intel anunciou que o Aurora ultrapassaria a marca de 2 exaflops de capacidade, o que levou a um novo atraso.

Após todos os atrasos, o Aurora teve a sua instalação concluída em junho de 2023. Mas, como já ficou claro, ele ainda não é capaz de cumprir a promessa dos 2 exaflops. Intel e HPE Cray ainda trabalham para torná-lo totalmente operacional, o que só deve acontecer em 2024.

Fonte: Tecnoblog

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