Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · 22 de setembro de 2026 · 2 min de leitura ·

IA pode acabar com a humanidade? Especialistas pedem distinção entre ciência e achismos

IA pode acabar com a humanidade? Especialistas pedem distinção entre ciência e achismos

O que você precisa saber

Especialistas de um painel científico da ONU defenderam nesta segunda-feira (22) mais cautela ao tratar dos riscos da inteligência artificial. A avaliação é que previsões apocalípticas podem misturar evidências, hipóteses e incertezas sobre o futuro da tecnologia.

O alerta surgiu durante um evento em Nova York, realizado à margem da Assembleia Geral da ONU. Os pesquisadores afirmam que é preciso separar aquilo que a ciência já consegue sustentar do que ainda é apenas uma possibilidade.

Joelle Barral, executiva do Google DeepMind e integrante do Painel Científico Internacional sobre IA, defendeu que o debate seja guiado pelo conhecimento disponível.

“Como cientistas, é muito importante investir na ciência, para realmente distinguir o que sabemos do que não sabemos, e investir no medo não ajuda muito”, disse Barral.

A declaração veio após uma pergunta da AFP sobre manifestações recentes envolvendo os perigos da IA. No início de setembro, Jacob Coxon, ex-funcionário da Anthropic que também trabalhou na OpenAI, afirmou que desenvolvedores acreditavam que a tecnologia “poderia matar todos nós até o fim da década”.

Um engenheiro de pesquisa que deixou o Google DeepMind em julho fez uma avaliação semelhante. Segundo ele, talvez já fosse “tarde demais para evitar” a extinção da humanidade pela IA.

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