Do que o Google precisa para que o Stadia seja um sucesso?

Na última terça-feira, 19, o Google revelou ao mundo o Stadia, seu novo projeto de games. Trata-se de uma plataforma de jogos por streaming, que já era esperada desde que a empresa havia anunciado o Project Stream, um serviço experimental que permitia a jogadores de alguns territórios jogarem “Assassin’s Creed: Odyssey” gratuitamente.
O Google é uma empresa nova na área de games, então há pouca margem para erro nesta empreitada. A Microsoft, por exemplo, já tinha uma posição consolidada no mercado e mesmo assim sofreu muito com o desastre que foi o anúncio do Xbox One, o que explica parcialmente a defasagem em relação a Sony e o PS4.
Para que o Stadia não seja um fracasso, o Google precisa acertar em cheio em vários pontos, que esmiuçaremos a seguir:
Nós já vimos essa história inúmeras vezes na indústria de games. Não existe plataforma de jogos que vingue sem um bom catálogo de jogos, simples assim. Foi assim com vários consoles que se apresentavam como mais poderosos que a concorrência, mas que falharam em conquistar público, porque seu catálogo não convencia os consumidores.
O Google tem uma tarefa grande pela frente. Por oferecer uma plataforma completamente nova, a empresa precisa provar para estúdios e distribuidoras de que vale a pena desenvolver games para o Stadia. Isso passa por conseguir arrebanhar uma base significativa de público para o sistema, para que seja vantajoso disponibilizar conteúdo para este público.
A empresa está ciente deste desafio, e já tem um plano claro para tal, investindo em seus próprios estúdios para desenvolvimento de games. Desta forma, o Google pode conseguir público mesmo sem grande participação das “third-parties” (como são chamados os estúdios que não estão vinculados a nenhuma plataforma e normalmente lançam games para múltiplos consoles), se conseguir provar a qualidade de seus exclusivos.
Entre para comentar.