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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Golpe do sequestro de reserva usa dados reais de hotéis para enganar brasileiros

Golpe do sequestro de reserva usa dados reais de hotéis para enganar brasileiros

Com a proximidade das férias de meio de ano e dos próximos feriados, o aumento no volume de viajantes em plataformas de reservas acendeu um alerta no setor de segurança cibernética. Pesquisadores da Norton identificaram um novo golpe convincente, batizado de “Sequestro de Reservas”, que mira os consumidores logo após a confirmação da hospedagem. Diferentemente do phishing tradicional, esta tática utiliza dados reais da viagem para enganar as vítimas e induzi-las a realizar pagamentos indevidos.

Para entender a mecânica e o alcance dessa ameaça, o Tecnoblog conversou com o diretor de IA e inovação da Norton, Iskander Sanchez-Rola. O executivo detalhou como a operação funciona e forneceu respostas que mapeiam o impacto do golpe no Brasil, revelando que o país já é um dos principais alvos da fraude.

De acordo com os dados apresentados pela Norton, o impacto no país é expressivo. “O Brasil ocupa a terceira posição entre os países com maior número de detecções de golpes nesse tipo de campanha, com várias centenas de casos — aproximadamente 1.000”, revela o executivo.

No cenário global, a companhia estima que a campanha já mirou cerca de 12 mil clientes. A maior parte fica no Reino Unido e na Alemanha, seguidos pelo Brasil, com França e Itália completando a lista. A análise técnica da Norton leva em consideração os quatro primeiros meses de 2026.

A sofisticação do golpe está na origem do vazamento dos dados, que não ocorre nos dispositivos dos usuários, mas sim na cadeia de prestadores de serviço. O diretor de IA e inovação na Norton explica que a dinâmica da invasão é baseada no comprometimento de contas de terceiros: “Nesse tipo de ataque, os cibercriminosos obtêm acesso às informações ao comprometer contas de parceiros em plataformas como o Booking.com, incluindo hotéis e outros provedores de hospedagem”.

Apesar da escrita em inglês, o uso de dados reais ajuda a enganar as vítimas (imagem: reprodução/Norton)

Com o acesso aos painéis administrativos dos hotéis, os invasores coletam dados autênticos – como datas da estadia e referências de pagamento. Em seguida, utilizam essas informações para elaborar mensagens que aparentam ser legítimas, muitas vezes enviadas pelos próprios canais da plataforma de reservas ou por email que imitam a identidade visual do hotel.

Fonte: Tecnoblog

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