Review de ‘Spiritfarer’: uma jornada leve e poética sobre a morte

Em uma época em que os videogames apresentam ideias bastante parecidas, surgem títulos que se destacam, como é o caso de ‘Spiritfarer‘, novo game 2D da Thunder Lotus. No entanto, a produção é mais que um jogo, é uma experiência forte e, ao mesmo tempo, delicada.
Utilizando como pano de fundo a lenda do Caronte – que, na mitologia grega, é conhecido como Barqueiro da Morte -, controlamos Stella, uma jovem que, ao lado de seu gato, chamado Daffodil, deve substituir o responsável por ajudar as almas na transição para o mundo dos mortos.
Essa descrição pode dar a impressão de que o título é algo pesado, justamente por tratar de um tema como a morte. Felizmente, o game é o oposto. Com cenários muito chamativos e personagens bastante carismáticos, ‘Spiritfarer’ é como uma brisa em meio a um dia ensolarado – mais do que bem-vinda.
Logo no começo do game – e junto de Stella e seu gato -, somos apresentados à temível figura do Caronte, um personagem grande e intimidador – pelo menos se comparado à nossa personagem.
Ele nos conta que está prestes a se aposentar e que devemos substituí-lo na missão de guiar as almas de pessoas do mundo dos vivos para o reino dos mortos. No entanto, para isso, devemos conseguir um barco para acomodar os espíritos enquanto eles não estão prontos para realizar a passagem.
Ao contrário do que se pode imaginar, o jogo não apresenta combates contra inimigos e nem situações de perigo. É tudo baseado na contemplação, gerenciamento de itens e no desenvolvimento da história. O que o título faz é criar um embate dentro de nós, ao fazer com que nos questionemos sobre o que fizemos na vida e como desejamos que ela seja.
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