Microsoft explica o processo de criação do controle dos novos Xbox

Quando se fala em design, qual é o ponto em que um console de videogame não pode errar? Se você pensou no visual do próprio console, repense. É o controle a parte mais fundamental do produto, que passará horas nas mãos do jogador e, se a fabricante errar, a experiência de jogo pode se tornar insuportável, destruindo a reputação do console. Isso explica por que a Microsoft optou por fazer mudanças tão discretas para a nova geração que se inicia em novembro.
Em artigo publicado no Medium, a empresa detalha algumas das escolhas de design cercando o controle do Xbox Series X e do Series S. Executivos explicam por que algumas coisas permaneceram basicamente iguais de propósito, e por que outras foram alteradas.
O princípio pelo qual a empresa começou a projetar o novo controle foi simples: manter 80% do antigo e mexer apenas nos outros 20%, e se você já pegou em um controle de Xbox One, não é difícil perceber o que foi mantido: o formato, a cor dos botões, a posição dos analógicos e direcionais… tudo basicamente idêntico. A explicação para isso é simples.
“Os dedos das pessoas são bastante sensíveis a mudanças, especialmente os superfãs, porque eles construíram memória muscular, então cada mudança precisa dar a eles mais conforto e uma resposta melhorada”, explica o designer sênior Ryan Whitaker. Assim, uma boa parte das decisões gira em torno de manter a familiaridade com as gerações passadas, especialmente quando boa parte do apelo dos novos Xbox é a retrocompatibilidade.
Isso não quer dizer que nada mudou, no entanto. A mudança mais evidente quando se olha para o novo controle está no D-Pad, os direcionais digitais. Em vez de uma cruz, como a Microsoft adotou na geração que chega ao seu fim neste ano, a companhia seguiu um caminho inspirado no modelo de controle Elite da empresa, com um híbrido de prato e cruz. No entanto, até chegar neste modelo definitivo, a equipe de design precisou testar mais de 100 opções. Whitaker aponta que a companhia adotou a opção final por “combinar a precisão e o feedback tátil da cruz tradicional com o acesso mais fácil a diagonais do prato facetado”.
O controle parece não ter passado por mudanças de formato, mas elas existiram, sim, e a mais importante delas visou tornar o controle mais acessível para mais pessoas. Para isso, a companhia ampliou o alcance do tamanho das mãos para as quais o controle foi projetado.
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