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Games · · 2 min de leitura ·

Review: ‘It Takes Two’ é terapia de casal em forma de game

Review: 'It Takes Two' é terapia de casal em forma de game




Geralmente, quando você joga algum game com outra pessoa, ou estão disputando um contra o outro, ou é no esquema meio “cada um por si” avançando as fases, no que se convencionou chamar “modo cooperativo”. Então vieram os jogos no qual a cooperação é, de fato, essencial, como algumas das fases de ‘Portal 2’ (2011), a série ‘Overcooked’ (2016) e ‘Brothers: A Tale of Two Sons’ (2013), criado por Josef Fares.

Até então diretor de cinema, Fares tomou gosto pela coisa e criou seu próprio estúdio, o Hazelight Studios, e lançou outro jogo cooperativo que caiu no gosto dos gamers, ‘A Way Out’. O diferencial aqui é que a história dos prisioneiros Leo e Vincent não poderia ser jogada por uma pessoa só. Dois jogadores, juntos e em tela dividida, devem tentar escapar da prisão – cada um cumprindo um enredo diferente, ao mesmo tempo.

Esse conceito avançou mais um passo no novo jogo de Fares com ‘It Takes Two’, publicado pela Electronic Arts e lançado para PlayStation 4 e 5, Xbox One e Series S/X, e PC. Aqui, o enredo toma um rumo muito mais pessoal e relacionável a qualquer pessoa, além de uma direção de arte belíssima e desafios que exigem colaboração mútua mais do que nunca.

Cody e May Goodwin são um casal em conflito, que está prestes a se separar quando um pedido feito pela filha deles, Rose, a um livro de origem duvidosa e sotaque latino os transforma em dois bonecos. Miniaturizados, Cody e May terão que trabalhar juntos para sair dessa situação, enquanto o Dr. Hakin (o tal “Livro do Amor”) serve de condutor para a terapia do casal.

Toda jornada é construída para ser igualmente engraçada e emocionante. O enredo é bem previsível – no começo os protagonistas “batem cabeça” e discutem a cada passo, mas aos poucos vão resolvendo suas diferenças e redescobrindo sua relação. Mas não deixa de ser bonito o modo como a história se desenrola.

Os desafios que se apresentam não poderiam ser mais variados. De ter que apertar botões juntos ou construir caminhos para o outro passar, até tarefas que são completamente diferentes entre si – e devem ser cumpridas à perfeição, simultaneamente. Não deixe o visual lúdico de ‘It Takes Two’ te enganar: o jogo é desafiador até para as duplas mais entrosadas.

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