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Games · · 2 min de leitura ·

Quase 500 “novos jogos” de Xbox e Dreamcast são lançados através do Project Deluge

Quase 500 "novos jogos" de Xbox e Dreamcast são lançados através do Project Deluge




Você já ouviu falar do Project Deluge? O projeto de acervo de videogames feito pela comunidade online The Hidden Palace pode ser o maior esforço de preservação de jogos já feito. Desde o início do ano, o grupo dedicado de arquivistas de games tem lançado centenas de protótipos inéditos para hardwares clássicos – e agora é a vez do SEGA Dreamcast e do Xbox original.

A iniciativa foi lançada publicamente em março de 2021 como um projeto de arquivo dedicado a documentar e enviar ROMs de jogos nunca antes lançados do enorme catálogo de um colecionador extremamente dedicado. A biblioteca inclui protótipos, primeiras cópias lançadas de títulos, versões diferentes de games lançadas de um país para o outro e, talvez o mais empolgante, jogos inteiros não lançados.

Cada um dos títulos do Project Deluge é liberado pelo (aparentemente muito bonzinho) proprietário, que tem o trabalho de verificar a exclusividade do jogo em questão e levantar as diferenças em relação ao produto final – o que de fato foi lançado ao público. Em seguida, o game é testado por uma equipe dedicada de arquivistas. Os recursos exclusivos são, então, catalogados e uma capa do disco é carregada para o arquivo parecer algo próximo ao original.

A estreia do projeto em março ocorreu com o lançamento de mais de 700 curiosos pré-lançamentos para o PlayStation 2 (PS2). Alguns títulos exclusivos de SEGA Saturn, PlayStation One (PS1) e CD-i chegaram em abril, e apenas alguns dias atrás, em 18 de setembro, a equipe completou a gigantesca tarefa de documentar quase 500 protótipos de games de Dreamcast e Xbox, que agora estão disponíveis para que todos possam conferir.

Cada um dos 135 protótipos do Dreamcast incluídos no lote teve que ser trabalhado manualmente através do console original. Os GD-ROM só podem ser lidos por Dreamcasts, porque a Sega usava um formato de “disco proprietário” de 1 GB chamado “GD-ROM”.

Para realmente extrair os dados do protótipo, que foram carregados e digitalizados pela equipe de arquivamento, o dumper teve que usar um disco de boot antigo feito pela Sega chamado System Disc 2, que permitiu que o Dreamcast de varejo rodasse o pré-lançamento, assim também “abrindo a brecha” para que o proprietário dos títulos pudesse fazer o port do console utilizando leitor de cartão SD. O mesmo processo se repete para cada jogo, vale ressaltar.

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