Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · 23 de setembro de 2026 · 2 min de leitura ·

Chefes de OpenAI e Anthropic pedem cooperação internacional para controlar riscos da IA após fala de Trump na ONU

Chefes de OpenAI e Anthropic pedem cooperação internacional para controlar riscos da IA após fala de Trump na ONU

O que você precisa saber

Os CEOs da OpenAI, Sam Altman, e da Anthropic, Dario Amodei, defenderam, nesta quarta-feira (23), uma maior cooperação internacional para lidar com os riscos associados ao avanço da inteligência artificial (IA) durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).

A participação dos dois executivos ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar o que chamou de um “esquema globalista” para controlar a IA durante discurso na Assembleia Geral da ONU. Trump afirmou que os EUA continuarão incentivando o desenvolvimento da tecnologia e que não pretende “frear” seu crescimento.

Na ONU, Altman apresentou posição diferente. Para o executivo, países que competem entre si e nem sempre mantêm boas relações podem trabalhar juntos diante de tecnologias capazes de produzir impactos significativos. “Acreditamos que este deve ser um desses momentos”, afirmou Altman, defendendo que a IA seja tratada como uma questão que exige cooperação internacional.

A posição conjunta dos executivos chama atenção porque OpenAI e Anthropic são concorrentes diretas no desenvolvimento de modelos avançados de IA.

No início de setembro, Amodei publicou um texto defendendo que a indústria desacelere o ritmo de desenvolvimento dos modelos de fronteira. O CEO da Anthropic argumentou que o avanço das capacidades dos sistemas poderia superar a capacidade das empresas e dos governos de compreender e controlar seus riscos.

A proposta apresentada por Amodei envolve três frentes principais: permitir que avaliadores independentes tenham acesso aos sistemas das empresas para verificar suas práticas de segurança; ampliar a coordenação entre companhias que desenvolvem modelos de fronteira; e estabelecer cooperação internacional para reduzir riscos associados à tecnologia.

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