
O que você precisa saber
Michael Burry, investidor que ficou famoso por prever o colapso do mercado imobiliário dos Estados Unidos, está antecipando sua aposta contra o boom da inteligência artificial. Segundo ele, a bolha do setor pode estourar antes do que imaginava, em meio à preocupação com investimentos que ainda precisam gerar retorno.
Para reforçar essa posição, Burry trocou parte das apostas vendidas por opções de venda de ações ligadas à IA e aos semicondutores. A estratégia aumenta sua exposição a uma eventual queda e concentra os contratos em prazos que chegam a 2027.
A escolha por opções também está relacionada aos níveis de volatilidade, que Burry considera excepcionalmente baixos. Isso torna os contratos relativamente baratos e permite buscar maior exposição em um período mais curto.
O argumento passa pela relação entre o dinheiro investido no setor e a capacidade de transformar esses aportes em receitas. Burry citou uma análise da Ares Management segundo a qual bastaria um período de receitas de IA abaixo do necessário para sustentar os investimentos para que conselhos de empresas decidissem redirecionar capital.
O debate aparece também entre analistas e autoridades financeiras. O presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, afirmou que pode haver correções nos preços dos ativos e observou que o mercado pode estar precificando empresas como vencedoras antes de saber quais realmente conseguirão se destacar.
Outro ponto é a oferta de chips de memória. Jason Chen, CEO da Acer, afirmou que o aumento da produção chinesa pode mudar a dinâmica de escassez do setor.
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