
O que você precisa saber
O boom da inteligência artificial (IA) criou a ideia de que todo mundo precisa fazer uma pós-graduação na área para não ficar ultrapassado. Na prática, a regra é mais simples. Aprender IA é parecido com aprender a dirigir: é bom você saber guiar o carro na rotina, mas não precisa se tornar um piloto de corrida nem entender como o motor foi construído.
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Qual caso é o seu? Bem, isso depende do seu objetivo no mercado. Quem só quer resolver tarefas do dia a dia precisa de letramento digital, algo que cursos rápidos resolvem. Já a educação formal, como pós-graduação e MBA, serve para outro grupo: profissionais que vão construir e gerenciar sistemas de IA. Ou pessoas que querem avançar na carreira apostando num certificado que, geralmente, pesa no recrutamento.
A educação formal em IA se divide em dois caminhos. De um lado estão os cursos de graduação e pós-graduação técnica, voltados a desenvolvedores, engenheiros de software e cientistas de dados. Nesses programas, o estudante aprende, por exemplo: a base matemática, a arquitetura de redes neurais e o desenvolvimento de modelos para criar, treinar e otimizar tecnologias do zero.
Do outro lado estão os MBAs e especializações aplicadas, buscados por gestores, advogados e profissionais de áreas como marketing e finanças. O objetivo dessas formações é preparar o profissional para liderar a implementação da tecnologia no ambiente de negócios. Isso envolve avaliar o retorno sobre o investimento, garantir o cumprimento de regras de governança e escolher fornecedores no mercado, por exemplo.
Além da bagagem conceitual e metodológica, a escolha por um curso de longa duração resvala na percepção do mercado. Em entrevista ao Olhar Digital, Eduardo Endo, gerente geral de pós-graduações da Faculdade Impacta Digital, explicou que enquanto o curso livre entrega aprendizado pontual, a educação formal atua como uma alavanca de transformação profissional.
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