Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 25 de janeiro de 2022 · 2 min de leitura ·

30 múmias são descobertas em antiga estrutura de sacrifício incendiada no Egito

30 múmias são descobertas em antiga estrutura de sacrifício incendiada no Egito

Arqueólogos descobriram, dentro de uma estrutura queimada perto do rio Nilo, em Aswan, no Egito, a entrada de uma tumba familiar de cerca de 2 mil anos. Em seu interior estavam 30 múmias de idades diversas, incluindo vários idosos com artrite, além de crianças e um recém-nascido.

Embora os pesquisadores ainda não tenham datado a tumba, eles suspeitam que uma única família enterrou seus mortos nela ao longo de gerações que abrangem os períodos ptolomaico e romano (do primeiro século Antes da Era Comum* até o segundo ou terceiro século da era Comum), de acordo com a coautora do estudo Patrizia Piacentini, professora de Egiptologia e Arqueologia Egípcia na Universidade de Milão.

O local é uma das mais de 300 tumbas recentemente descobertas ao redor do Mausoléu do Aga Khan, uma estrutura de granito rosa construída no século 20 que fica no topo de uma pequena colina ao longo do rio Nilo. 

Enquanto a maioria das outras tumbas encontradas são subterrâneas ou escavadas em colinas rochosas, esta nova, em particular, foi a única descoberta dentro de uma estrutura maior acima do solo, que os pesquisadores acham que foi provavelmente usada como um local de sacrifício.

“Parece que, devido à sua posição ao longo de um vale de acesso à necrópole, esse edifício foi usado como um recinto sagrado onde sacrifícios eram oferecidos ao deus Khnum, criador e protetor das inundações férteis do Nilo, particularmente reverenciado em Aswan”, disse Piacentini em declaração ao site Live Science. “Quem melhor do que ele poderia ter propiciado a vida eterna daqueles que descansaram nesta necrópole?”.

Apoiando ainda mais seu uso como local de sacrifício, Piacentini e sua equipe descobriram sinais de fogo nas paredes da estrutura, possivelmente devido à oferta de cerimônias. “Mas algumas das marcas de fogo também podem ter sido feitas por ladrões de túmulos”, disse o pesquisador. 

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