Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de fevereiro de 2023 · 2 min de leitura ·

41 mil mortos: por que os terremotos na Turquia e na Síria fizeram tantas vítimas?

41 mil mortos: por que os terremotos na Turquia e na Síria fizeram tantas vítimas?

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, dois terremotos devastadores atingiram a Turquia e a Síria na manhã de segunda-feira (6), contabilizando, até agora, mais de 41 mil mortos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que esse número pode passar de 100 mil.

O primeiro terremoto que atingiu a Turquia e o noroeste da Síria foi de magnitude 7,8 – sendo o mais forte registrado na região em mais de 80 anos. Horas depois, um tremor secundário de 7,5 graus também foi sentido. 

Causado por uma ruptura de 100 km entre as placas tectônicas da Anatólia e da Arábia – o terremoto primário atingiu seu epicentro perto da cidade de Nurdağı, no sul da Turquia, às 4h15 (horário local) de segunda-feira, derrubando edifícios e deixando milhares de vítimas presas sob os escombros.

Durante as incansáveis tentativas de busca e resgate, vários tremores secundários (incluindo um de magnitude 7,5, quase tão poderoso quanto o terremoto original) aumentaram a destruição. 

Com o atual número de mortes, o terremoto de Nurdağı é o terceiro mais fatal na Turquia desde o século passado, superado apenas pelo terremoto de Izmit, de 1999, que matou mais de 17 mil pessoas, e o terremoto de Erzincan, de 1939, que matou quase 33 mil.

Mas por que os terremotos naquela região têm o potencial de ser tão mortais? Segundo o site Live Science, a resposta, em parte, está na tectônica de placas complexas, no solo macio e na construção desproporcional de edifícios à prova de terremotos.

Compartilhe