
Neste dia 6 de setembro, completam-se 500 anos desde que o capitão Sebastian Elcano ancorou a Nau Vitória no Porto de Sanlúcar, na Espanha. Era o fim de uma épica e trágica viagem de três anos, iniciada por Fernão de Magalhães e que ficou conhecida como a primeira volta ao mundo da história.
A primeira circunavegação do globo não foi assim o que podemos chamar de um completo sucesso. Mas além de confirmar que a Terra é esférica e abrir uma nova rota para as Índias, nos trouxe importantes contribuições para várias áreas da Ciência, inclusive a Astronomia.
Quando o português Fernão de Magalhães deixou a Espanha em 1519 tinha a missão de encontrar um caminho alternativo para as Ilhas Molucas, onde hoje é a Indonésia. Para isso ele levava uma esquadra de 5 naus, 234 homens e um mapa errado do globo, que mostrava a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico que não existia.
Além do mapa errado, Magalhães enfrentou o frio do inverno na Patagônia, motins, deserções e uma travessia interminável do Pacífico. Quando a viagem foi concluída em 1522, a fome, a sede e as doenças, já haviam vitimado grande parte da tripulação. Além disso, eles se envolveram em uma briga que não era deles e acabaram perdendo, de uma só vez, quase 50 homens numa batalha na Ilha de Mactan. Entre os mortos em Mactan, estava o capitão e idealizador da missão, Fernão de Magalhães.
Com a morte de Magalhães, Sebastian Elcano assumiu a liderança da esquadra. Mas quando ele aportou de volta na Espanha em 1522, trazia apenas um navio, a Nau Vitória, somente 18 dos 234 homens da tripulação inicial e os preciosos escritos de Antonio Pigafetta, relatando todas as desventuras e conquistas da épica viagem.
Algo curioso havia sido notado. Enquanto na Espanha haviam se passado 1080 dias desde sua partida, os registros dos navegantes contavam com um dia a mais. Ocorre que, como eles navegaram no sentido contrário ao da rotação da Terra, acabaram somando a sua volta no globo às 1080 voltas que a Terra deu neste período.
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