Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de janeiro de 2026 · 2 min de leitura ·

A Amazônia não é o pulmão da Terra, diz a Ciência

A Amazônia não é o pulmão da Terra, diz a Ciência

Na época da escola, aprendemos que o oxigênio é um gás essencial para manutenção da vida humana na Terra e que as plantas são, geralmente, as mais associadas a produção deste composto. Por isso, quando pensamos no quão grande é a floresta amazônica, é fácil adjetivá-la como o ‘pulmão’ do planeta. A ciência, contudo, já provou que Amazônia não é a maior produtora de oxigênio do mundo.

Embora seja uma das maiores florestas do mundo e produza uma quantidade significativa de oxigênio para a nossa sobrevivência, o título de’pulmão’ da Terra pertence a outro ecossistema. A seguir, confira mais informações.

Chama-se fotossíntese o processo de alimentação que as plantas detêm, o qual depende da luz do Sol. Durante este importante estágio, elas liberam parcelas importantes de Oxigênio, o gás necessário para a nossa sobrevivência.

Devido à abundância de plantas na região amazônica, automaticamente pensamos que uma grande quantidade de Oxigênio será liberada; o que, em tese, é verdade. O problema é que quase toda a porção de O₂ produzida é consumida em seguida por outras plantas, fungos e demais organismos da floresta — além, é claro, de atuar na decomposição da matéria orgânica.

Em outras palavras, não sobra Oxigênio ‘extra’ para ser doado ao planeta e, assim, contribuir de forma mais significativa para a vida na Terra. Por isso, embora o Oxigênio seja produzido na floresta, sua quantidade não contribui numa escala tão grande quanto as pessoas são levadas a acreditar pelo senso comum.

Apesar disso, a floresta amazônica ainda tem outras funções extremamente importantes, como influenciar positivamente na biodiversidade, no ciclo da água, e no clima.

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