Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de janeiro de 2023 · 2 min de leitura ·

A Astronomia Pré-Histórica da Pedra do Ingá

A Astronomia Pré-Histórica da Pedra do Ingá

Nós já sabemos que a observação dos astros foi de fundamental importância para a evolução da humanidade. No princípio, nosso conhecimento do céu era passado verbalmente entre as gerações, e esse conhecimento, orientou nossas migrações e também nos ajudou a marcar a passagem do tempo, o que possibilitou o desenvolvimento da agricultura, já que podíamos prever as melhores épocas para plantar e colher. Foi graças à Astronomia que pudemos nos estabelecer em sociedades e formar nossas civilizações. 

Infelizmente, grande parte desse nosso conhecimento astronômico ancestral se perdeu com o tempo. Os mais antigos registros astronômicos que se tem conhecimento são de aproximadamente 3000 a.C. e são atribuídos aos chineses, babilônios, assírios e egípcios. Só que existe um misterioso rochedo no interior da Paraíba, que pode mudar um pouco esse conceito. 

Trata-se da Pedra do Ingá, que traz inscrições rupestres que podem ser os mais antigos registros astronômicos da humanidade, e fazem dos povos que habitavam aquela região, os astrônomos pré-históricos do Ingá. 

A Pedra do Ingá se localiza a 5 Km ao sul da sede do município de Ingá, no agreste paraibano. É uma suntuosa formação rochosa, à margem do Riacho Bacamarte, coberta por cerca de 500 inscrições rupestres entalhadas na pedra. 

A maioria dos entalhes decora um paredão de 15 metros de extensão por 2,3 metros de altura. A Pedra do Ingá não é o único local onde se encontram essas inscrições em baixo relevo, chamadas de ‘itacoatiaras’. Mas sem dúvida, esse conjunto de entalhes em sulcos largos, profundos e muito bem polidos, é o mais belo, complexo e surpreendente painel de itacoatiaras que se tem conhecimento. 

Mas quem fez, quando fez, o que significam as itacoatiaras da Pedra do Ingá, até hoje é um mistério. A única coisa que sabemos é que esse é um dos mais importantes sítios arqueológicos pré-históricos do Brasil.

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