
Um dos mistérios mais fascinantes do Universo é: estamos sozinhos por aqui? Caso a gente não esteja, como é a vida em outros planetas? Para responder a essa dúvida, a ciência tem pesquisado os chamados exoplanetas, ou seja, planetas fora do nosso Sistema Solar. E, ao que tudo indica, a pesquisa sobre as luas mais distantes também será importante.
O tamanho de uma exolua ajuda a determinar se a vida poderia se formar em um exoplaneta que ela orbita? Para responder a essa dúvida, um estudo de 2022 publicado na revista Nature Communications investigou o potencial de grandes exoluas se formarem em torno de grandes exoplanetas (do tamanho da Terra e maiores), da mesma forma como nossa Lua se formou ao redor da Terra.
Apesar de a pesquisa ter sido publicada há quase dois anos, os resultados ainda se mantêm importantes no que diz respeito à procura de exoluas. Afinal, os astrônomos ainda não confirmaram a existência de exoluas em qualquer parte do cosmos. E por que é tão importante compreender melhor o potencial de grandes exoluas orbitando grandes exoplanetas?
Miki Nakajima, professora assistente de física e astronomia na Universidade de Rochester e principal autora do estudo, disse o seguinte ao Universe Today: “para a Terra, a Lua desempenha um papel importante para determinar a duração do dia da Terra, marés oceânicas e inclinação do eixo de rotação da Terra. Esses são parâmetros extremamente importantes para a vida na Terra. Assim, entender se um planeta tem lua ou não nos ajudaria a entender se um exoplaneta é semelhante à Terra ou não”.
Os pesquisadores usaram uma série de modelos de computador para simular como as exoluas poderiam se formar em torno de um exoplaneta com base no que se sabe sobre como a nossa Lua se formou em torno da Terra.
Os pesquisadores conduziram essas simulações usando uma variedade de condições, incluindo exoplanetas rochosos e gelados. No final, as simulações produziram alguns resultados interessantes.
Entre para comentar.