
Um mega empreendimento chamado de “paraíso dos sonhos” foi iniciado em 2014 na Malásia. Comandado pela gigante do setor imobiliário chinês Country Garden, o projeto previa a construção de uma cidade futurista de luxo. Dez anos depois, no entanto, Forest City mais parece uma cidade-fantasma.
A Country Garden paralisou as obras no ano passado em mais um sinal de que a bolha imobiliária da China teria estourado. Centenas de milhares de compradores estão processando a empresa e aguardam a entrega das moradias.
Mesmo assim, a gigante chinesa garante que o projeto não foi arquivado. Segundo a Country Garden, “o desenvolvimento e a construção razoáveis serão realizados de acordo com a demanda”. A empresa diz que 80% de seus apartamentos foram vendidos a compradores de mais de 20 países, mas se recusou a informar quantas pessoas efetivamente estão morando em Forest City hoje.
Este é apenas um dos obstáculos envolvendo o empreendimento. A construção foi interrompida por meses para avaliar o impacto ambiental depois que autoridades em Cingapura, a poucos quilômetros da Malásia, levantaram preocupações sobre a construção. Dois anos depois, a China, temendo o colapso de sua moeda uma vez que o dinheiro estava saindo do país, impediu que cidadãos chineses comprassem propriedades na Malásia e em outras nações.
As autoridades locais, que têm uma participação financeira de 40% em Forest City, tentaram manter o projeto vivo e prometeram transformá-lo em uma zona financeira especial. No mês passado, ainda retiraram todos os impostos sobre os chamados escritórios familiares de investidores ricos.
No entanto, nada indica que o projeto vai ser bem-sucedido. Hoje, as poucas construções finalizadas estão abandonadas e Forest City se transformou em uma verdadeira cidade-fantasma. A maioria das pessoas que frequentam o local são turistas chineses, além de poucos trabalhadores da Indonésia, Nepal, Paquistão e Bangladesh que atuam incansavelmente para manter as coisas funcionando.
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